Salve, criatura da noite cansada de review apressada 🧛♂️🎮
Enquanto parte da crítica tradicional resolveu tratar Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 como uma decepção anunciada, a gente aqui do Mais FPS fez algo menos comum do que parece: jogou com calma, por muitas horas, tentando entender o jogo pelo que ele realmente é — não pelo histórico turbulento que o acompanha desde os primeiros anúncios.
Bloodlines 2 não chegou leve. Ele carrega o peso de um clássico cult, um desenvolvimento problemático e expectativas que cresceram fora de controle ao longo dos anos. Ainda assim, existe uma diferença clara entre um jogo que falha estruturalmente e um jogo que simplesmente não corresponde à narrativa que se criou ao redor dele. E é exatamente nessa confusão que muita análise parece ter se perdido.
Por que Bloodlines 2 dividiu tanto a crítica?
Boa parte das avaliações negativas parece partir de um ponto curioso: o jogo é julgado menos pela experiência que entrega e mais pela história do projeto. O passado conturbado, a troca de estúdio e o medo de que “a alma do original” tivesse sido perdida acabam funcionando como lente inicial, distorcendo a leitura do que está na tela.
Isso não significa que Bloodlines 2 seja intocável ou perfeito. Significa apenas que muitas críticas soam desconectadas da prática. Há uma sensação recorrente de que o jogo foi avaliado comparando o que ele deveria ter sido em algum cenário idealizado, e não o que ele se propõe a fazer agora, de forma concreta.
Quando o contexto pesa mais que a jogabilidade, o risco é alto: qualidades reais passam despercebidas e problemas pontuais ganham um peso desproporcional.
Um projeto resgatado, não um jogo sem identidade
Existe uma narrativa fácil de repetir: a de que Bloodlines 2 “perdeu sua alma” durante o desenvolvimento. Jogando por dezenas de horas, essa ideia simplesmente não se sustenta. A The Chinese Room não entrou para desmontar o projeto, mas para torná-lo jogável, coeso e funcional, algo que claramente não estava garantido antes.
O resultado é um RPG com identidade própria, que respeita o universo de Vampire e aposta fortemente em política, consequência e escolha. Não é um jogo que tenta agradar todo mundo. Pelo contrário, ele assume riscos ao confiar no jogador e ao permitir que decisões tenham impacto real, mesmo quando isso torna a experiência menos confortável 🌃
Essa trajetória lembra, em menor escala, o que aconteceu com Cyberpunk 2077. No lançamento, o discurso dominante era de fracasso absoluto. Com o tempo, ficou claro que, por baixo dos problemas, havia sistemas sólidos e uma experiência que merecia mais nuance. Bloodlines 2 parece seguir um caminho parecido, mas com uma base muito mais firme desde o início.
O combate não é quebrado — ele exige envolvimento
Uma das críticas mais repetidas aponta o combate como “repetitivo” ou “mal resolvido”. Esse argumento ignora completamente a proposta do sistema. Bloodlines 2 não foi desenhado para funcionar no piloto automático ou com uma única abordagem eficiente. Ele espera que o jogador experimente, combine habilidades e ajuste sua estratégia conforme o cenário.
Quando jogado dessa forma, o combate revela profundidade. As builds de clã realmente importam, o posicionamento influencia o resultado dos confrontos e o uso inteligente de poderes altera o ritmo das lutas. Bullet time, Ferver Sangue e telecinese não existem como ferramentas isoladas, mas como peças que se complementam, abrindo espaço para soluções criativas e estilos de jogo bem diferentes 🔫🩸
Se o combate pareceu repetitivo para alguns críticos, é bem provável que ele tenha sido jogado de maneira conservadora demais, sem explorar o que o sistema oferece.
Seattle não é cenário, é parte do jogo
Seattle em Bloodlines 2 não impressiona pelo tamanho, mas pela densidade. É uma cidade opressora, vertical e cheia de camadas, onde ruas, becos e telhados fazem parte do mesmo loop de exploração. O jogo incentiva o jogador a pensar como predador, observando padrões, escolhendo rotas e decidindo quando agir ou desaparecer.
Essa verticalidade reforça constantemente a sensação de vigilância e risco. Você nunca está completamente seguro, e isso conversa diretamente com o tema da Máscara e com a tensão política que permeia o universo de Vampire 🎭
A presença de Fabian reforça ainda mais esse clima. Ele funciona como uma voz constante na sua cabeça, contextualizando decisões, oferecendo comentários políticos e lembrando que suas ações têm peso. Não é apenas um recurso narrativo, mas um elemento que sustenta a identidade do jogo e mantém o jogador imerso 🧠🗣️
Por que o Mais FPS avalia Bloodlines 2 com 9/10?
Porque Bloodlines 2 faz algo que muitos RPGs modernos evitam: confia no jogador. O sistema de quebra da Máscara transforma o uso descuidado de poderes em consequências reais, mudando a dinâmica de predador para presa em questão de segundos. A narrativa política é sólida, as possibilidades de build são profundas e o jogo não tenta se explicar o tempo todo.
Ele não é um RPG confortável. E isso é um elogio.
Assim como o Bloodlines original de 2004, este aqui já nasce divisivo e com cara de clássico cult. Não vai agradar todo mundo, mas oferece algo cada vez mais raro no gênero: personalidade e coragem de seguir sua própria visão 🖤🏆
Bloodlines 2 não é perfeito. Mas tem alma.
E para quem prefere formar opinião jogando, em vez de repetir manchete pronta, ele é uma experiência que merece ser vivida. 🧛♂️🎮
E você? A crítica errou o alvo ou o jogo simplesmente não quer agradar todo mundo?

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